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Jesus: Profeta, Sacerdote e Rei

O tríplice ofício de Cristo (“Munus triplex”), o qual ele exerceu tanto em seu estado de humilhação como no de exaltação, está figurado no Antigo Testamento nos ofícios profético, sacerdotal e real – ofícios que eram consagrados através de unção (sendo “ungido” o significado do termo grego “Cristo” e hebraico “Messias”).

Como Profeta, ele nos revela a vontade e a pessoa de Deus. Como Sacerdote, ele é nosso mediador diante de Deus, oferecendo a si mesmo, uma só vez, em sacrifício para satisfazer a justiça divina e nos reconciliar com o Pai e vivendo sempre para interceder por aqueles que se achegam a Deus. Como Rei, ele governa como o vice-regente do Pai sobre o mundo, protege o seu povo e conquista sobre seus inimigos.

Ressalta-se que, apesar de vermos tais sombras no Antigo Testamento, não devemos supor que Deus se aproveitou “a posteriori” desses ofícios para ilustrar a obra messiânica, mas que foram decretados antes da fundação do mundo para nos revelar o Cristo. Primeiro vem a realidade eterna do Filho, depois os ofícios terrenos. Ele é o Logos, o Cordeiro que foi morto e o braço direito do Pai antes da fundação do mundo.

Ademais, encontramos esse tríplice ofício em todas as Escrituras.

Em Gênesis, Cristo é como

  • Profeta: a Palavra criadora do Pai (1.3; cf. Jo 1.1-4; Cl 1.16) e o Anjo do Senhor que traz a revelação da vontade e da aliança de Deus (16.7; 31.11-13; cf. 2 Co 1.20)
  • Sacerdote: o sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (14.17-20; cf. Hb 7.17, 22, 24-25), o descendente mediador das bênçãos para todas as famílias da terra (12.1-3, 7; 13.15; 24.7; cf. Gl 3.1-16) e o subtituto provido por Deus para ser sacrificado no lugar da descendência de Abraão (Gn 22.13-14; cf. Jo 3.17 e Hb 2.16)
  • Rei: o Descendente de Judá de quem o cetro jamais se apartará (49.10; cf. Ap 5.5 e Hb 1.8) e que pisa sobre a cabeça da serpente (3.15 ; cf. Cl 2.15).

E em Apocalipse, ele é como

  • Profeta: a testemunha fiel (1.5) que traz revelação, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos o que em breve há de acontecer (1.1) e que é digna de abrir os sete selos da revelação do juízo de Deus (6.1).
  • Sacerdote: o Cordeiro que foi morto (5.11) e que, por meio de seu sangue, liberta (1.5) e compra para Deus gente de toda tribo, língua, povo e nação (5.9).
  • Rei: o vitorioso Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi (5.11) e o soberano dos reis da terra (1.5), que possui, reina e governa com cetro de ferro sobre o reino do mundo (2.27; 11.15) e que julga e guerreia com justiça (19.11).

Por fim, por estarmos unidos em Cristo, o tríplice ofício de Cristo tem duas implicações. A primeira é aquilo que ele realiza por nós em cada um deles, conforme descrito acima. A segunda, e muitas vezes negligenciadas, é que somos chamados a sermos à imagem do Filho (com as devidas limitações observadas). Somos chamados como

  • Profetas: a ensinarmos tudo aquilo que Deus falou através do Filho nos últimos tempos (Mt 28.18-20), proclamando a mensagem de juízo e salvação do evangelho (Mc 16.15; Rm 2.16; 2Co 2.14-17) e sendo, como igreja, coluna e firmeza da verdade (1 Tm 3.15).
  • Sacerdotes: a cuidarmos um dos outros (Hb 3.13; 10.25) e intercedermos um pelos outros e pelo mundo (Ef 6.18; 1 Ts 5.17; 1Tm 2.1-4), vivendo como um reino sacerdotal (Ex 19.6; 1 Pe 2.9; Ap 5.10)
  • Reis: a levarmos todo pensamento cativo à Cristo (2Co 2.15) e os povos à obediência ao Rei dos reis (Mt 28.18-20; Rm 18.15) e a vivermos como reino sacerdotal (Ex 19.6; 1 Pe 2.9; Ap 5.10), na certeza de que um dia pisaremos sobre a cabeça de Satanás (Rm 16.20), julgaremos os anjos e o mundo (1Co 6.2-3) e nos assentaremos no trono de Cristo (Ap 3.21).

Louvado seja nosso Salvador todo-suficiente!

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